Santa Filomena

Festa: 11 de agosto. Comemora-se também todo dia 10.
Grande Taumaturga do Século XIX
Padroeira do Rosário Vivo
Padroeira dos Filhos de Maria
Padroeira do Rosário Vivo
Padroeira dos Filhos de Maria
Filomena era filha de um rei da Grécia, e sua mãe era também de sangue real; como não lhes vinham filhos, ofereciam sacrifícios e preces constantemente a seus falsos deuses para consegui-los. Providencialmente, o médico do palácio, de nome Públio, era cristão. Penalizado pela cegueira espiritual de seus soberanos e inspirado pelo Divino Espírito Santo, falou-lhes da nossa Fé, garantindo-lhes que suas orações seriam ouvidas se abandonassem os falsos deuses e abraçassem a Religião Cristã. Impressionados com o que ouviram, e tocados pela Graça, resolveram receber o Batismo, após o qual lhes nasceu uma linda filhinha, no dia 10 de janeiro do ano seguinte. Imediatamente, chamaram-na de Lumena ou luz, por ter nascido à luz da Fé. Na pia batismal, deram-lhe o nome de Filomena, isto é, Filha da Luz, da Luz Divina que lhe iluminou a alma por meio desse Augusto Sacramento [mais abaixo continua].
O Papa Gregório XVI, tendo recebido o parecer favorável da Sagrada Congregação dos Ritos à canonização de Santa Filomena, elevou-a à honra dos altares, instituindo ofício próprio para o culto e a festa, proclamando-a "A Grande Taumaturga do Século XIX", "Padroeira do Rosário Vivo" e "Padroeira dos Filhos de Maria".
As relíquias de Santa Filomena ainda são preservadas em Mugnano, na Itália.
Filomena foi uma santa muito reverenciada, como mártir e virgem; e os seus restos foram descobertos na Catacumba de Santa Priscilla, na Via Salaria, em 1802. A tumba estava coberta com três pedras com a inscrição “Lumena Pax Te Cum Fi”, ou “A Paz esteja convosco Filomena”. Com base no achado, os ossos da tumba foram presumidos como sendo o de uma cristã e mártir. Assim ela foi venerada como uma santa, e milagres foram reportados como tendo acontecido durante o traslado das relíquias para a igreja de Mugnano, na Diocese de Nola.
As visões da Madre Maria Luiza de Jesus, de Nápoles.
A Madre Maria Luiza de Jesus, de Nápoles teve uma serie de visões nas quais havia a história de Santa Filomena e o dia de sua festa como sendo 10 de Agosto (que por uma incrível coincidência foi o dia do traslado de suas relíquias para Mugnano).
De acordo com esta visão, Filomena era filha convertida de um nobre grego e lhe foi dado o nome de Lumena, mais tarde batizada Filomena (a Irmã Maria Luiza pensava ter o significado de filha da luz, mas em grego Lioumene significa “amada”).
Segundo as mesmas visões, Dioclécio queria casar-se com a moça, mas ela havia oferecido sua virgindade a Jesus. A descrição do seu martírio relata a presença de anjos que curavam as feridas, antes mesmo de outros suplícios, o que seria para alguns escolares um provável sinal de não autenticidade, mas São João Batista Vianney, o Cura d'Ars, construiu um santuário em sua honra e testemunhava que Filomena havia curado a quase morta Pauline Jaricot, fundadora da Associação da Propagação da Fé. Isto espalhou seu culto por toda a Itália, e o culto público acabou sendo autorizado. [continua abaixo]
O Papa Leão VII deu permissão para construção de altares e igrejas em sua honra. O Papa Gregorio XVI autorizou a sua veneração pública e a indicou padroeira do Rosário Vivo. A cura do Papa Pio IX, quando ele era ainda o Arcebispo de Imola, foi atribuída a Filomena, e em 1849 ele a nomeou padroeira das Filhas de Maria.
O CULTO DE SANTA FILOMENA
Os fundamentos do culto a Santa Filomena se encontram nas sagradas Relíquias, encontradas no dia 25 de maio de 1802, nas Catacumbas de Santa Priscila (durante as escavações das catacumbas de Roma), e nas lições do seu Ofício, introduzido pelo Papa Gregório XVI, que a declarou oficialmente Virgem e Mártir.
Tantos e tão grandiosos foram os milagres e graças alcançados pela intercessão de Santa Filomena que ela foi chamada Grande Taumaturga do Século XIX. Muitos Papas e santos foram devotos de Santa Filomena, entre os quais São João Maria Vianney, São Pedro Julião Eymard, e o Beato Bártolo Longo e São Pio X.
O PAPA SÃO PIO X E SANTA FILOMENA
Em junho de 1907, o Santo Padre São Pio X falou com carinho sobre a taumaturga Santa Filomena, alvo de tantas discussões na época, que colocavam em dúvida sua própria existência histórica:
“Seja este o seu nome, ou tivesse ela outro qualquer (e aqui ele enumerou alguns), isso pouco importa. É certo, é fora de dúvida e está provado à saciedade que a alma que informava estes restos sagrados era uma alma pura e santa que a Igreja declarou Virgem e Mártir. Esta alma foi tão amada de Deus, tão agradável ao Espírito Santo, que obteve as mais maravilhosas graças, em favor de quantos recorreram à sua proteção.”
Do livro Santa Filomena, Pe. Porfírio Gomes Moreira, Portugal:
Sobre o culto a Santa Filomena
Algumas pessoas não se sentem seguras a respeito da devoção a Santa Filomena, chegando às vezes a combater esse culto que dá tantos frutos espirituais e glória à Santa Igreja. Aqui apresentamos uma resposta a essas dúvidas e receios:
No ano de 1961, a Congregação do Culto em Roma publicou um decreto que dizia:
“A festa de Santa Filomena, Virgem e Mártir (10 de agosto), seja eliminada de todos os calendários litúrgicos”.
Como se há-de interpretar esta decisão?
A 11 de agosto de 1974, escreveu o Padre Luís Espósito, antigo reitor do Santuário de Santa Filomena em Mugnano, Itália:
“Em 1964, com aprovação do Bispo Diocesano, apresentei um pedido de interpretação autêntica desta disposição, perguntando se aquela determinação proibia todo o culto à referida Santa. Recebi esta resposta: 'Foi tirado o culto litúrgico, mas mantém-se, sem alteração, o culto popular. A Santa pode ser venerada e pode ser honrada também com festa externa, com a missa do Comum das Virgens Mártires'.”
O atual Reitor do Santuário, Padre João Brachi, mandou esta resposta a pedido da (revista) Cruzada:
“Pode celebrar-se com tranquilidade de consciência a missa em honra de Santa Filomena, do Comum das Virgens Mártires, e pode expor-se, sem hesitação, nos altares, a sua imagem. A disposição da Santa Sé, de 14 de Fevereiro de 1961, nunca teve a intenção de prejudicar ou eliminar o culto ou devoção popular a Santa Filomena.”
O Bispo de Mysore, na Índia, perguntou a João Paulo II o que havia a este respeito. Recebeu esta resposta: “Pode continuar o culto popular a Santa Filomena.”
Daqui se depreende:
1. Estão proibidos o Ofício Litúrgico (cheio de fantasias [tão cheios de fantasia como os Papas que autorizaram o culto, o ofício, a festa!!!]) e a missa própria de Santa Filomena, como antigamente se usavam;
2. Pode celebrar-se a Missa em honra de Santa Filomena, usando o formulário da Missa do Comum das Virgens Mártires;
3. Não está proibido expor ao culto a imagem desta Santa.
Fonte consultada: Revista Cruzada Eucarística
Maio 2000 - Ano LXX nº. 5 - pág. 154
Largo das Teresinhas, 5 - 4714-504 - Braga Portugal
Sec. Nac. do Apostolado da Oração da P.P. da Compª. de Jesus
OUTRO TEXTO
Filomena era filha de um rei da Grécia, e sua mãe era também de sangue real; como não lhes vinham filhos, ofereciam sacrifícios e preces constantemente a seus falsos deuses para consegui-los. Providencialmente, o médico do palácio, de nome Públio, era cristão. Penalizado pela cegueira espiritual de seus soberanos e inspirado pelo Divino Espírito Santo, falou-lhes da nossa Fé, garantindo-lhes que suas orações seriam ouvidas se abandonassem os falsos deuses e abraçassem a Religião Cristã. Impressionados com o que ouviram, e tocados pela Graça, resolveram receber o Batismo, após o qual lhes nasceu uma linda filhinha, no dia 10 de janeiro do ano seguinte. Imediatamente, chamaram-na de Lumena ou luz, por ter nascido à luz da Fé. Na pia batismal, deram-lhe o nome de Filomena, isto é, Filha da Luz, da Luz Divina que lhe iluminou a alma por meio desse Augusto Sacramento.
Aos 13 anos seus pais a prometeram em casamento ao Imperador Romano Deocleciano, que se encantou com sua beleza. Ela recusou essa união, pois tinha feito votos de virgindade, tornando-se assim “esposa” de Jesus. O Imperador ficou furioso e ordenou que colocassem na prisão e a castigassem horrivelmente, pensando que assim conseguiria fazer Filomena mudar de ideia, mas quanto mais ela sofria, mais amava Jesus; depois de 37 dias de sofrimento, Nossa Senhora apareceu-lhe na prisão e curou-lhe de suas feridas. Filomena ficou ainda mais bonita! Como o Imperador não conseguiu o que queria, mandou que a ferissem com flechadas. Com o corpo inteiramente ferido, a jovem foi lançada novamente na cadeia. Entretanto, no dia seguinte, Filomena foi encontrada com o corpo sadio e sem qualquer marca. O cruel Imperador ordenou, então, que a ferissem com flechas em chamas. Estas, porém, voltaram-se contra os arqueiros, matando a muitos. Por fim, ordenou que Filomena fosse jogada ao Rio Tibre com uma âncora amarrada ao pescoço. Um anjo cortou a corda, e a correnteza levou a menina até a margem do rio. A multidão que presenciou esses milagres se converteu e glorificou a Deus. Por último, Deocleciano mandou decapitar Filomena, e a heróica jovem morreu no dia 10 de agosto, uma sexta-feira, às 3 horas da tarde, como Seu Divino Esposo.Os fundamentos do culto a Santa Filomena se encontram nas sagradas Relíquias, encontradas no dia 25 de maio de 1802, nas Catacumbas de Santa Priscila (durante as escavações das catacumbas de Roma), e nas lições do seu Ofício, introduzido pelo Papa Gregório XVI, que a declarou oficialmente Virgem e Mártir.
Tantos e tão grandiosos foram os milagres e graças alcançados pela intercessão de Santa Filomena que ela foi chamada Grande Taumaturga do Século XIX. Muitos Papas e santos foram devotos de Santa Filomena, entre os quais São João Maria Vianney, São Pedro Julião Eymard, e o Beato Bártolo Longo.
Santa Filomena é invocada para fortalecer a alma, curar os doentes, consolar os aflitos e alcançar favores de todo o gênero. É auxílio poderoso dos estudantes em seus exames. Também obtém para as mães grande facilidade no nascimento de seus filhos.
Datas Relevantes no culto a Santa Filomena
Além da Missa, que é o centro da vida da Igreja Católica, Santa Filomena também é frequentemente honrada com o Ofício. Paralelamente, para os devotos de Santa Filomena, algumas datas do calendário civil são importantes, uma vez que remetem a fatos importantes da vida da mesma. São elas:
a. 10 de janeiro: nascimento de Santa Filomena;
b. Domingo depois de 10 de janeiro: Patrocínio de Santa Filomena;
c. 25 de maio: celebração do reencontro do corpo de Santa Filomena;
d. 10 de agosto: celebração da transladação do corpo e do martírio de Santa Filomena;
e. 11 de agosto: festa litúrgica de Santa Filomena;
f. 13 de agosto: celebração do nome de Santa Filomena;
Tendo em vista a antiquíssima tradição que considera o dia da morte terrena dos seus santos como sendo o dia de seu nascimento para a vida eterna, a Igreja Católica, em função do martírio de Santa Filomena ter ocorrido em 10 de agosto, costuma promover suas festas patronais, paroquiais e devocionais durante todo o mês de agosto.
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