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Ah, se ao menos eu visse, na penumbra do existir,
A face do amor que não teme o porvir.
Não esse amor leve, de suspiros fugazes,
Mas o peso sagrado que em almas se fazes.
Onde estás, tu que és mais que desejo?
Que no abismo da alma te ergues como ensejo?
Procuro-te nas horas em que o mundo se cala,
Nos ecos da dor, onde a solidão se instala.
Tua voz, imagino, não é canto ou rumor,
Mas um chamado profundo, um fado de amor.
Uma promessa velada, gravada no ser,
De que amar é também saber padecer.
Por ti, aceitaria a cruz e a tormenta,
Pois sei que o amor, quando puro, alimenta.
Não o corpo apenas, mas o espírito erguido,
Na luta incessante de um bem merecido.
Vem, pois, e mostre que o destino não mente,
Que o amor verdadeiro é estrela cadente.
E mesmo que tarde, que seja completo,
Não como sonho, mas como decreto.
--Jordan Rodrigues
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