
A grande perda para Igreja ao longo dos séculos foi a marginalização do Tomismo. Da ciência moderna, quase nada esperamos, mas o Tomismo decaiu mesmo dentro da Igreja Católica. O maior pensador que já existiu já não é mais base na maior parte dos seminários.
Como o mal não se sobrepõe ao bem, o Tomismo ganhou algum fôlego no século XIX e no princípio do século XX com alguns papas. O primeiro deles foi Leão XIII (1810-1903), com a Carta Encíclica Aeterni Patris. O sumo pontífice elevou a Santo Tomás mesmo entre os escolásticos:
“‘Contudo, entre os Doutores escolásticos, brilha muito São Tomás de Aquino, Príncipe e Mestre de todos, que, como adverte Caetano, “por ter venerado muito os antigos Doutores sagrados, obteve de algum modo a inteligência de todos’. As suas doutrinas, como membros dispersos de um corpo, Tomás reuniu e congregou num só, arranjadas com admirável ordem, e de tal forma as incrementou com novos princípios, que com razão e justiça é considerado o apoio singular da Igreja Católica; de espírito dócil e penetrante, de memória fácil e tenaz, de vida muito recta, amante apenas da verdade, muito rico em ciência divina e humana, em comparação com o sol, animou o mundo com o calor das suas virtudes, e iluminou-o com esplendor.”
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